Desafiador

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Challenger

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Guia de compra: Dodge Charger R/T nacional

Guia de compra: Dodge Charger R/T nacional



Veloz, luxuoso, estiloso, sanguinário – e com um ronco de armar com um tridente o mais puro dos anjos. Lançado em 1971 e com produção encerrada em 1980, o Dodge Charger R/T é, até hoje, um dos modelos que mais torcem pescoços pelas ruas do País. No ano em que a Dodge comemora 100 anos de existência, por que não um extenso guia de compra para ajudá-lo a realizar o sonho de comprar seu Charger?

Nós vamos nos focar nos modelos mais cobiçados pelo público de forma geral, os R/T de entre 1973 e 1977. São carros bastante salgados, com valores de mercado que variam de entre R$ 25 mil e R$ 90 mil, de acordo com o estado de conservação, cor (o triple black e as berrantes, como vermelho e amarelo, são as mais disputadas) e grau de originalidade.


Antes de começarmos, duas observações: diferentemente da plataforma B-Body do Charger americano, cujas dimensões se assemelham à do Galaxie, o nacional é estruturado na compacta (para os padrões americanos…) plataforma A-Body. Na verdade, o Charger brasileiro e o Dart são variações do mesmo carro, com pequenas diferenças estéticas e mecânicas.

charger-red

Visualmente, o Charger R/T possui dianteira exclusiva (grade e moldura), capô com falsos respiros, coluna C com uma extensão de chapa soldada à carroceria, teto coberto de vinil (opcional no Dart), volante e bancos exclusivos e faixas esportivas nas laterais. Seu motor usa pistões que geram um ponto a mais de taxa (8,4:1 – muito baixa para a gasolina atual), escapamento 8×2 e câmbio manual de quatro marchas com trambulador no assoalho – estes dois últimos foram padronizados no Dart no fim da década de 1970.

Cada ano do Charger possui uma identidade visual diferente: detalhes como catálogo de cores, grades, faixas adesivas, volante e lanternas mudaram – mesmo entre 1973 e 1977, período no qual os carros são mais parecidos.

chargertimeline

Passo a passo

A seguir apresentaremos os principais cuidados que você precisa tomar ao verificar seu futuro Charger. Montamos o guia na ordem de importância – é por isso que você vai ver o motor e o câmbio como as últimas prioridades: são dois dos componentes mais robustos e de manutenção mais fácil em um Dodge V8.

E tenha sempre em mente que estamos falando de um dos clássicos nacionais mais caros e cobiçados do mercado: as referências de valores são puxadas. Os Dodge só não são cobiçados pelos ladrões como ocorre com Fuscas e Opalas porque eles chamam muito a atenção na rua e há uma limitação muito grande de modelos no mercado – é seguro dizer que mais de 90% dos carros já são conhecidos pelo meio.

  
Plaqueta de chassi: nem todo Charger é Charger

Por ser tão valorizado (em média, 50% mais que o Dart cupê) e por ser relativamente fácil de se transformar um Dart em Charger, o que não falta por aí são Darts convertidos. A questão não é se isso é bacana ou não – colecionadores e apaixonados pela marca repudiam, mas há muitas destas conversões que foram executadas com perfeição -, mas sim o valor de mercado: pagar valor de Charger em Dart transformado é uma grande roubada. Checar o documento é o primeiro passo, mas qualquer despachante bem relacionado consegue alterar o nome do veículo. Por isso, a conversa passa para a plaqueta aí embaixo.

charger-chassi

Todo Charger R/T a partir de 1973 é identificado pelo código LP23 no campo “modelo”. Se você ver um Charger a partir de 1973 com o código LS23, trata-se da variante de entrada LS, bastante disputada entre colecionadores. Os Dart Coupé De Luxo, como mostra a plaqueta acima, usam o código LL23 (veja a lista completa de modelos e códigos aqui). Aproveite que você está vendo códigos e confira se a cor da carroceria bate com a da plaqueta: neste link estão as mais comuns. Carros repintados com cores fora do catálogo ou que não batem com a plaqueta valem menos. O máximo tolerado costura ser uma repintura com cor existente no catálogo daquele ano.

Agora, uma notícia desagradável: já fizeram reproduções destas plaquetas. Algumas são mais grosseiras, outras são mais precisas. Na foto acima temos uma plaqueta de um Dart pouquíssimo rodado. Vale usar como referência de padrão de pinagem e textura.


Lataria

Falando do veículo em si, este é o ponto mais crítico de todo Dodge V8 nacional. O tratamento à corrosão da fábrica não era dos melhores, o projeto da carroceria tende a acumular sujeira com umidade em pontos críticos e, bem, estamos falando de um carro com mais de 30 anos de vida. O exercício se divide em duas etapas: conferir a lisura e os vincos das laterais, e depois investigar a corrosão.

A primeira etapa é fácil e rápida. Agache de forma que você veja os reflexos como no Dart marrom aí embaixo. Mova a sua cabeça na horizontal (Fat Family style) em direção ao veículo, afaste, volte. Você vai ver que a imagem refletida “corre” pela lataria. É bastante difícil encontrar um carro 200% liso e com vincos perfeitos – a própria estamparia brasileira não era tão boa quanto a americana. Mas um carro todo ondulado não é bom sinal: pode ter sido só um carro mal pintado, que passou pelas mãos de um funileiro incompetente que tacou massa plástica onde não precisava. Mas também pode ser um disfarce para podres e amassados. O valor precisa estar condizente com a situação da lataria – com a observação de que um Charger com pintura gasta, mas original de fábrica, vale ouro.

Observe também o alinhamento de portas, para-lamas e capô. Levante o capô e veja se a travessa onde o radiador fica está 100% alinhada – se estiver amassada, o carro já sofreu algum acidente.

charger-lataria

A segunda etapa é mais complicada: procurar podres. E para fazer isso, você vai precisar se mexer e sujar as calças no chão. É mais ou menos como no caso das ondulações: não dá pra pagar uma fortuna em um carro com rombos de corrosão. Mas um furinho ou outro é algo que dá pra resolver. Na legenda não coube, mas quando estiver dentro do porta-malas, olhe também a caixa onde as lanternas traseiras são fixadas – é outro ponto clássico de apodrecimento. Tudo dá pra resolver com um bom funileiro – por isso, se o preço for bom, não descarte o carro por isso.

charger-rustcheck

Acabamentos externos

A grande vantagem de carro americano é que você encontra quase todo tipo de acabamento. Frisos, vidros, para-choques (obs: o americano tem o espaço da placa mais estreita e requer mudança de padrão de placas), maçanetas, espelhos retrovisores, uma festa completa. Dois lugares bacanas para se comprar peças de acabamento: a canadense PG Classic e a Year One. No Ebay você também acha muita coisa. Para importar, você pode arriscar trazer na mala em uma viagem (lembrando que nosso querido governo proibiu que peças automotivas sejam trazidas como bagagem – por tanto, é loteria) ou usar uma importadora, opção mais cara, mas mais recomendada.

Muitos falam das tais flautas de capô, mas as dos Charger de 1974 em diante são as mesmas do Dart GTS 1968, e custam cerca de US$ 350 lá fora. Portanto, a dificuldade não está aí…

charger-flauta

…mas sim, nos itens exclusivos do Charger brasileiro. Se a gravatinha da grade (o sentido correto é o da foto abaixo) é reproduzida pela Skill e por algumas outras empresas nacionais, a grade em si não. E encontrar um par de grades 100% alinhado ou próximo disso é um parto. Um par de grades zero km se aproxima dos R$ 1000 na praça. Um bom restaurador de frisos consegue desmontá-la e deixá-la impecável.

charger-grade

A grande maldição dos Dodge desta época são as lanternas traseiras. Entre 1973 e 1978, todos os Dodge V8 usavam lanternas traseiras exclusivas no Brasil, o que significa que estas peças são raríssimas e custam verdadeiras fábulas – um par em estado de zero km praticamente não existe mais no mercado, e quando aparece, passa dos R$ 2.000. Os modelos 1973-1974 (imagem da direita) possuem lente e moldura de acrílico integrados, os 1975-1978 (esquerda) possuem moldura de antimônio e lentes de acrílico. O antimônio tende a formar bolhinhas com o passar dos anos.

Existem reproduções de lentes (de resina – não são tão boas) e de molduras (de alumínio) e há quem restaure lanternas, caso do Fábio Jonas. Nenhuma das alternativas é barata, e aqui não tem saída. Por isso, vale checar com carinho as lanternas do seu futuro Charger – se o carro está salgado, elas precisam estar em excelente estado.

charger-lanternas

O acabamento da tampa do porta-malas também é outra coisa exclusiva que merece atenção: os Charger 73-74 possuem uma chapa de alumínio inteiriça ligando as duas lanternas. Os 1975-1978 possuem uma faixa de vinil (com a mesma textura do teto) emoldurada por frisos, como o R/T 1976 da foto abaixo. Achá-los no caso de ausência é outra salgada dor de cabeça garantida.

charger-vinil

E já que falamos em vinil, fica a dica: cada ano possui uma textura de vinil diferente. Este é o tipo de detalhe mais extremo – mas, dependendo do valor que você está pagando, sinta-se no direito de investigar e cobrar por isso. O mesmo vale para os frisos: veja com atenção o brilho e a presença de amassados, que podem ter ocorrido no desmonte para a restauração.

  
Tapeçaria

É assim que uma cabine de um excelente Charger R/T deve parecer. Painel intacto com acabamento de madeira e rádio original (o instrumento do meio deve ser um conta-giros – se for relógio, é um Charger LS ou um Dart), console central (o famoso caixãozinho) no lugar e com acabamento bom, forrações de porta inteiras (note o padrão) e preferencialmente sem furos para alto-falantes (isso é bem raro). Observe com muito carinho se não há trincos no bandô (a cobertura acolchoada do painel), pois uma tranqueira dessas, original de época, pode custar mais de R$ 1.000. Mas existem reproduções mais em conta por aí.

Estes bancos são dos modelos de 1976 a 1978. Neste exemplar, o couro dos encostos é o original de fábrica e o dos assentos foi refeito. Note a textura tipo “pele de cobra” da moldura dos bancos. A parte traseira deles é de curvim, com textura quase igual à do couro. Não existe Charger R/T com bancos de tecido (apenas o LS – mas são mosca cromada de olhos billet). Aliás, bancos de Charger custam uma fortuna, portanto, fique esperto com isso. Dica: eles usam a mesma estrutura dos bancos dianteiros do Dodge Magnum.

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O volante de três raios da Walrod foi substituído pelo “marmitão”  de quatro pontas (similar ao do Polara) em 1976. A Grant possui opções de madeira muito bonitas, baratas (menos de US$ 200 já com o adaptador de cubo) e que não agridem a originalidade do veículo (exceto para os colecionadores mais extremos). Dependendo do seu perfil, vale o investimento.

  
Suspensão e freios

Esqueça “Os Gatões”: ao contrário do câmbio e do motor, a suspensão dos Dodge V8 não é exatamente das mais resistentes – especialmente suas buchas e bandejas. Obviamente isso não quer dizer que ela é feita de açúcar: pode usar, abusar e confiar. Mas sua manutenção será mais frequente que a do motor. Você encontra nos EUA todos os componentes menores, como pivôs, buchas e terminais, de marcas como Moog e P-S-T. Até as barras de torção (o Dodge não usa molas helicoidais) são facilmente encontradas lá fora. Os feixes de mola são praticamente indestrutíveis e apenas requerem manutenção preventiva – mas, caso faça questão, lá fora existem feixes aperfeiçoados, como os da Hotchkis Sport Suspension.

charger-suspensao

Já as bandejas (ou balanças), tirantes e o quadro (também conhecido como agregado) exigem mais atenção: você ainda encontra estes componentes usados em bom estado no Brasil (e mesmo nos EUA), mas novos no padrão original não existem mais. Meu conselho: faça os reforços estruturais no agregado e nas bandejas inferiores (veja neste link do blog Mundo Monc) e use bandejas superiores tubulares, que ainda possuem a vantagem de ter algum cáster embutido. Recomendo as marcas RMS e Hotchkis. Buchas de poliuretano? Só nas bandejas de cima e nos tirantes – nas balanças inferiores, use as Moog de borracha mesmo. É um combo seguro, confiável e confortável.

Bem como o sistema de direção hidráulica da ZF, os freios não são motivo para preocupação: as pinças são praticamente indestrutíveis e usam o reparo da Varga para a empilhadeira C300Y e tudo pode ser reparado ou importado – hidrovácuo, cilindro mestre (ainda se encontram novos no Brasil). Evite reproduções de discos de freio: melhor comprar um par antigo em bom estado e dentro de espessura tolerável e repassar.

  
Rodas e pneus

O Charger da foto de abertura usa as cobiçadas Magnum 500, que custam uma fábula (restauradas, passam dos R$ 4 mil) e eram equipamento original dos Charger R/T até 1973. Depois disso, o padrão mudou para as Rallye com sobre-aros cromados, arinhos decorativos e calotinha central, como o do Dodge abaixo.

charger-marallye

As Rallye você encontra com facilidade no mercado – e as Magnum 500 você pode importar novas (cada unidade custa cerca de US$ 150), abrindo a possibilidade de se comprar logo um jogo de 15×7, que deixa o carro com visual mais esportivo (é o tamanho que os Dodge e Mustang esportivos usavam na época). O único detalhe é que o padrão de furação dos Dodge nacionais é da Simca, 5 x 4,25, e todas as rodas americanas usam o padrão 5 x 4,5. Mas a adaptação não é das mais complicadas.

Nas rodas originais, você deve usar pneus 195/70 ou 205/70 R14. O mercado está bem servido destes pneus – mas se você quiser modelos com o clássico letrado branco, terá de importar um jogo de BF Goodrich (evite os Cooper Cobra). A Phoenix Studio e a America Parts trabalham com importação de pneus.



Motor

Absolutamente todos os componentes do motor você encontra em lojas de performance, como a Summit Racing ou a Jeg’s. Não bastando isso, o V8 318 do Dodge é um dos motores mais robustos já produzidos no Brasil. Uma dificuldade: o número de série do bloco (idealmente bate com o da plaqueta) fica logo abaixo do cabeçote da bancada de cilindros do lado do motorista, atrás da bomba da direção hidráulica (na foto, abaixo da mangueira do radiador).

charger-motor

Dois típicos sintomas de motor cansado: ruído nos tuchos (o famoso tec-tec-tec-tec) e pressão de óleo baixa, identificado pela luz da pressão de óleo, que neste caso ficará piscando bem de leve. Ambos pioram quando o motor está quente e o óleo afina, por isso vale a pena rodar bastante com o carro ou esperar o motor esquentar. Dois clássicos upgrades são a troca do sistema de ignição eletrônica original pelo sistema da MSD e a troca do horrível carburador DFV 446 (que adora vazar gasolina sobre o coletor de admissão – não se assuste se vir manchas ali) por um bijet da Holley ou mesmo um quadrijet, que também exige a substituição do coletor de admissão.

  
Câmbio e diferencial

Eu não sei que raça de cavalo que você precisa ser para quebrar um câmbio Clark 260-F de Dodge. Muitos – inclusive donos de Opala – o usam na arrancada, mesmo após anos e anos de pegas nas ruas e nas pistas durante toda década de 1980 e 1990. As únicas coisas que podem requerer manutenção são o trambulador, que vai adquirindo folgas e perdendo precisão, e os anéis sincronizadores – especialmente da 2ª e 3ª marcha – também se desgastam, causando mini-arranhadas em trocas de marcha rápidas. Não faça esse teste antes de o óleo do câmbio esquentar.

O diferencial Braseixos, original dos Dodge com câmbio manual, são relativamente robustos, mas possuem limitações para quem gosta de carros preparados, como a falta de um sistema autoblocante decente e a limitação de relações. Neste caso, recomendamos a troca pelo Dana 44 dos Dodge automáticos ou mesmo pelo Dana 44 do Maverick fase II, que tem bitola bastante parecida.



Conclusão

Este foi um guia de compra com muito mais pormenores que a média, porque a compra de um carro antigo é um processo complexo e cheio de detalhes – e, bem, o fato de eu ter vivência com Dodges há mais de 15 anos ajuda um bocado. De certa forma, muitas das coisas ditas aqui servem para a compra de qualquer antigo: prioridade para a carroceria, checagem de originalidade e integridade de detalhes, pesquisa de preços das peças mais caras

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Dos esportivos nacionais que você pode comprar, o Charger R/T é uma das opções mais caras e há uma série de razões para isso: se é verdade que você vai gastar muita grana em sua compra e no acerto de detalhes, uma vez que o Dodge está redondo, pode esquecer e ir pra qualquer lugar do país com ele. O carro é um tanque, delicioso de dirigir, e tem uma precisão e ergonomia das mais legais que existem entre os carros da década de 1960 e 1970. É um dos poucos antigos em que você se sente rapidamente em casa, em boa parte graças à precisão do câmbio Clark, da direção hidráulica ZF com relação 16:1 e dos freios, que são muito bons quando corretamente revisados.

Isso sem mencionar a sua personalidade. Conheço poucas pessoas que não gostariam de ter um Charger. Há algo de hipnótico em sua cara meio sinistra, que o departamento de estilo da Chrysler brasileira, na época chefiada por Celso Lamas, conseguiu reproduzir do modelo americano. Nosso Charger também é malvado. 

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[ Fotos: Juliano Barata para o Museu do Dodge ]

domingo, 12 de janeiro de 2014

Ano novo, novas novidades! Peças re-cromadas!

Irineu Siqueira Neto

A redundância do título era pra ser uma piada! 

Sábado passado chegou algumas peças que eu mandei refazer o cromado, as flautas do capô, as grades dianteiras e o friso da caixa de ar do Charger 71!

Eu sei que os Dogeiros mais sanguíneos estão querendo me esganar por não deixar o nosso Charger 75 "matching numbers”, pois se trata do lendário RT 75 Amarelo Mondego motor 318 PS de plaqueta!

No entanto, todavia, não obstante, apesar de, contudo, entretanto eu quero me desculpar pois gostaria de dar um toque pessoal ao carro, mas sem fugir do universo Mopar!

Vamos às fotos outro dia eu falo mais do projeto:









O profissional que fez o serviço foi o Hermes de uma cidade a 150 quilômetros daqui chamada Feliz Natal, isso Happy Christmas!

Por enquanto é isso amigos!

Eu gosto muito dessa foto aqui:

Assim já é bonitão imagina pintado!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Se o Charger fosse vendido hoje, qual seria seu preço?


Irineu Siqueira Neto

Estou lendo um especial da revista Quatro Rodas muito interessante que fala dos grandes carros brasileiros. Obviamente fui logo pra pagina 54 onde fala do nosso amado Dojão.




Ela faz uma breve explicação da história dos carros, fala dos testes que fez, sua ficha técnica e um dado que eu achei muito legal o valor do carro em reais nos dias de hoje. Vamos dar um olhada.

Veja o preço dos Dodges:

 Valor: R$ 154.100,00


 Valor R$ 69.500,00


E agora a concorrência:


Valor R$ 107.300,00


 Valor  R$ 87.600,00


 Valor R$ 182.900,00


É meus amigos pra ter um Dojão tem que ter saco roxo e bala na agulha, ele seria o dobro de um Opalinha e 40% mais caro que um Maveco. Só o Puma 6 biela seria mais caro!

Viu, Dodge é pra pessoas refinadas e de bom gosto(bolso)!

Quatro Rodas

Ayrton Senna é o primeiro brasileiro a integrar o hall da fama de jornal inglês

Sexto esportista selecionado pelo Daily Mail, ao lado de nomes como Roger Federer e Muhammad Ali, tricampeão mundial de Fórmula 1 também é o primeiro piloto da lista

Um dos principais tablóides do Reino Unido, o Daily Mail está montando neste final de 2013 seu hall da fama, elencando as principais personalidades esportivas que já estamparam suas páginas ao longo dos mais de 100 anos da publicação. E o primeiro brasileiro a figurar na lista é Ayrton Senna. O tricampeão mundial de Fórmula 1, que morreu em 1994, é o sexto esportista selecionado pelo jornal, que está publicando semanalmente os perfis dos atletas em suas versões impressa e digital.

Mosaico Senna hall da fama (Foto: Editoria de Arte)
Até o momento, já ganharam destaque na seleção do Daily Mail o tenista suíço Roger Federer, o jogador de críquete inglês Graham Gooch, o corredor fundista Sebastian Coe, também britânico, o boxeador norte-americano Muhammad Ali e o jogador de golfe Tiger Woods, também dos Estados Unidos. Além de ser o primeiro brasileiro a figurar na lista, Ayrton Senna também é o primeiro piloto a ser selecionado pelo jornal para seu hall da fama, mesmo competindo com nomes fortes do automobilismo britânico, como Jim Clark, Jackie Stewart, e Nigel Mansell, todos campeões mundiais de Fórmula 1.

Tricampeão foi formado no automobilismo britânico
A fama de Ayrton entre os ingleses vem de bem antes de sua entrada na Fórmula 1. Foi na Inglaterra, em 1981, que o brasileiro iniciou sua carreira no automobilismo, sagrando-se campeão da F-Ford 1600. Nos dois anos seguintes, conquistou os títulos da F-Ford 2000 e da Fórmula 3 Inglesa. Àquela altura, já havia ganho da mídia britânica o apelido "Silvastone", um trocadilho com o nome do circuito de Silverstone e seu último sobrenome, já que, na época, corria identificado como Ayrton da Silva.

Ayrton Senna Donington Park 1993 (Foto: Norio Koike/ASE)

Além de vencer o GP da Inglaterra de F-1 nesta mesma pista em 1988, ano de seu primeiro título, Senna também fez em solo inglês uma das maiores exibições de sua carreira: no GP da Europa de 1993, disputado em Donington Park, ele fez aquela que é considerada até hoje a melhor primeira volta de todos os tempos. Curiosamente, havia sido nesta mesma pista, dez anos antes, o primeiro contato do então promissor piloto de 23 anos com um carro de Fórmula 1, testando pela equipe Williams.

Globo Esporte

Vortei!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Um rato incomoda muita gente...

Irineu Siqueira Neto

Amigos, hoje de manhã me deparei com um odor tenebroso de fedido no quartinho do fundo(sempre ele, o quartinho do fundo) onde estão as peças internas do nosso Dojão (bancos, consoles, painel etc...). 

E era aquele cheiro característico de rato morto!



Então inciei a detecção de onde seria o ponto de origem daquela fedentina, ativei o "olfato além do alcance" e eis que meu coração gelou quando percebi que o fedor ficava mais forte entre os bancos do Sete-Cinco! 


Cara que aflição, tirei tudo pra fora e fiz a confirmação que tanto temia, o infeliz do rato não inventou de morrer dentro do banco!!!


Tivemos que desmontar o banco pra tirar os restos mortais do roedor!

Veja as fotos da saga:



Começando a desmontagem!




A carniça estava tão feroz que foi necessário 
usar mascara pra achar o bicho!


Olha ele aí!




Tadinho.... di mim né!


O rato morreu, antes ele do que eu!

Ronald e Clemilton ajudando na faxina


 Ó aqui pra você!

Rato nojento! Tcham!

Agora começa a jornada para arrancar o mal cheiro da espuma e do couro! 
Alguém tem uma boa idéia?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

Estes carros eram tão incríveis e avançados que acabaram banidos das pistas

Dodge Daytona/Plymouth Superbird


Quando os carros da NASCAR eram realmente “stock”, ou seja, carros de rua modificados para correr nas pistas, sem estruturas tubulares sob bolhas de fibra movidas por motores padronizados, eles tinham aerodinâmica semelhante a de um tijolo.

Em 1969 algum engenheiro da Dodge tentou resolver o problema instalando um cone na dianteira do Charger e uma enorme asa na traseira, e rebatizou o carro de Dodge Daytona. O mítico piloto Richard Petty, na época contratado pela Plymouth, percebeu as vantagens e solicitou à Plymouth que fizesse algo semelhante.

O pedido foi inicialmente rejeitado, mas em algum momento da história os engenheiros da Plymouth começaram a trabalhar no Superbird e acabaram produzindo 2000 unidades necessárias para homologação.
Os “aero-cars” conquistaram a maioria das vitórias em 1969 e 1970, até que os comissários da NASCAR mudaram o regulamento, preocupados com as velocidades perigosamente altas e com o fato de os carros não se parecerem com nada muito popular nas ruas, banindo-os das pistas da temporada de 1971.
Fonte: Pequeno trecho do artigo publicado no Jalopnik!

Ayrton Senna eterno: Gravura do lituano Oleg Konin: "If Only..."



Por que não foi assim?


Esta gravura do lituano Oleg Konin foi criada em 1995, um ano após a morte de Ayrton Senna.

Retrata a imagem que milhões de pessoas gostariam de ter visto: o piloto brasileiro  saindo da Williams, depois do acidente na Tamburello.
Mas a história seguiu outro caminho.

Pode chorar aí marmanjão! Eu já suei nos olhos daqui!

 
Porém foi assim que aconteceu:


sábado, 7 de dezembro de 2013

Challenger!

Colecionador de miniaturas eterniza legado de Senna no Japão: "Ídolo"

Quase 20 anos após sua morte, ​Ayrton Senna continua ocupando um lugar de destaque entre os pilotos que fizeram história na Fórmula 1. O brasileiro deixou uma legião de admiradores ao redor do planeta, como comprova a infinidade de filmes, livros, jogos, miniaturas e estátuas que tenta reproduzir um pouco do carisma e do talento do mito. Do outro lado do mundo, o culto ao tricampeão mundial sobrevive graças à dedicação de fãs como o japonês Koji Azuma.

 
O designer de 32 anos vive em Komaki, a cerca de 70km do Circuito de Suzuka. A proximidade com o principal palco do automobilismo japonês despertou desde cedo o interesse pelas corridas. Na adolescência, Azuma adorava acompanhar as provas que reuniam três dos maiores pilotos de todos os tempos: Alain Prost, Nigel Mansell e Ayrton Senna. Foi então que o jovem começou a colecionar miniaturas de clássicos da pista.

A comoção em torno da morte trágica de Senna, no GP de San Marino de 1994, despertou ainda mais a admiração de Azuma. Os carros que o ídolo brasileiro pilotou durante sua vitoriosa carreira se tornaram presença obrigatória na coleção de miniaturas do japonês. Atualmente, Azuma administra uma loja virtual, que ajuda a propagar o legado de Senna graças ao extenso catálogo com réplicas dos monopostos do piloto.

 - Os japoneses que gostam de carros conhecem Ayrton Senna, é um grande ídolo por aqui. Ele se tornou uma grande presença na Fórmula 1, uma referência. Eu procuro sempre apresentar as coisas boas do automobilismo às novas gerações, e Senna faz parte disso. A minha miniatura preferida é a da ​McLaren Honda MP4/6, usada na vitória do GP do Brasil (com este carro, Senna também conquistou seu terceiro título mundial, em 1991). Além das miniaturas, tenho uma estátua de bronze em escala 1:6 - disse Azuma, em entrevista ao GloboEsporte.com.

Entre as raridades à venda, destaca-se a miniatura do Mercedes-Benz 190E 2.3, carro pilotado por Senna em uma corrida disputada no tradicional circuito de Nürburgring, em 1984. A prova teve a presença de pilotos consagrados, como Jack Brabham e James Hunt, e também marcou o primeiro encontro de Senna com o francês Alain Prost, que viria a se tornar seu grande rival nas pistas. Apesar da pouca idade, o brasileiro venceu a corrida, desbancando o favorito Niki Lauda.

A paixão de Azuma pela Fórmula 1 resistiu à morte de Ayrton Senna e à aposentadoria dos grandes campeões daquela época. Após o fim trágico da carreira do ídolo brasileiro, o fã japonês passou a admirar e torcer por Michael Schumacher, considerado por muitos como sucessor de Senna no posto de “melhor piloto do mundo”. Os carros que consagraram o heptacampeão mundial também fazem parte do catálogo da loja virtual, assim como outros modelos recentes da F-1.

  - É claro que eu continuo acompanhando a Fórmula 1, mas não tenho mais nenhuma torcida específica para algum piloto desde que Michael Schumacher se aposentou. Em relação às escuderias da F-1 atual, tenho simpatia pela Mercedes e pela Ferrari - afirmou Azuma, que patrocina uma equipe da Super GT Series, principal categoria do automobilismo japonês.

 ÍDOLO POP NO JAPÃO
 Ayrton Senna despertou uma admiração sem precedentes na torcida japonesa. Afinal de contas, o brasileiro “honrou” a fama da nipônica Honda, que fornecia os motores para a McLaren, equipe com a qual Senna conquistou seus três títulos mundiais. Durante as transmissões da F-1 na terra do sol nascente, o piloto recebia atenção especial dos locutores e comentaristas, que logo o apelidaram de “príncipe supersônico”.

 O sucesso de Senna em território japonês deu origem a uma infinidade de produtos que exploravam toda a fama do brasileiro. Um dos mais notórios é a série de mangás publicados nos anos 1990 pela editora Shueisha, que era patrocinadora da McLaren. As histórias em quadrinhos, contadas no tradicional estilo oriental, em preto e branco e de trás para frente, exaltavam a rivalidade entre Ayrton e Prost, e contribuíram para transformar a F-1 em uma verdadeira febre no Japão.​

 Atualmente, Senna continua sendo objeto de culto de centenas de fã-clubes espalhados pelo território japonês. Além de livros e documentários facilmente encontrados em livrarias e lojas de varejo, a memória do piloto também está presente em lugares como o café temático F1 Pit Stop, no bairro de Roppongi, em Tóquio. O brasileiro é o destaque da decoração do local. ​
 Recentemente, a Honda lançou uma​ campanha publicitária em que reproduziu uma volta de Senna em Suzuka, para comemorar a reedição da parceria com a McLaren a partir de 2015. A fabricante japonesa recolheu os dados de telemetria da V​olta de Ayrton no treino classificatório do GP do Japão de 1989, quando o piloto anotou o recorde da pista na ocasião (1m38s041). Por meio de alto-falantes e holofotes distribuídos por todo o circuito, a Honda reproduziu a façanha utilizando o ronco do motor da McLaren MP4/5, carro com o qual o brasileiro foi vice-campeão de 1989.​

Surgiu Esporte
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